Erês, Cosme e Damião: significado, oferendas, velas e a celebração de 27 de setembro
O dia 27 de setembro é uma das datas mais alegres e especiais para muitos terreiros e famílias brasileiras. Tradicionalmente associado a São Cosme e São Damião, aos Ibejis e à Linha das Crianças, esse dia é marcado pela distribuição de doces, preparação de mesas coloridas, acendimento de velas, realização de orações e manifestações de fé.
Por trás das balas, dos brinquedos e das cores existe uma espiritualidade profunda, ligada à alegria, à esperança, à renovação e à pureza de coração.
Embora São Cosme e São Damião, Ibejis e Erês estejam relacionados pelo sincretismo religioso e pela tradição popular brasileira, eles não são exatamente a mesma coisa. Cada religião e cada casa possui seus próprios fundamentos, ensinamentos e maneiras de celebrar.
Quem são os Erês na Umbanda?
Na Umbanda, os Erês são associados à Linha das Crianças. Eles se apresentam com uma forma alegre, espontânea, carinhosa e, muitas vezes, brincalhona. Podem falar de maneira simples, gostar de doces, brinquedos, refrigerantes, frutas e elementos coloridos.
Entretanto, essa aparência infantil não deve ser confundida com falta de sabedoria. Por meio de palavras simples, brincadeiras e gestos de carinho, os Erês podem transmitir ensinamentos profundos, aconselhar, acolher e trabalhar espiritualmente.
A energia dos Erês está relacionada a sentimentos e qualidades como:
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Alegria;
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Esperança;
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Pureza de intenção;
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Sinceridade;
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Renovação;
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Leveza;
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Criatividade;
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Proteção das crianças;
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Cura emocional;
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Recomeços.
Eles também nos lembram da importância de olhar a vida com mais confiança, simplicidade e verdade, sem perder a responsabilidade e o respeito pelo próximo.
Alguns Erês se apresentam com nomes infantis ou apelidos carinhosos, mas os nomes, formas de trabalho e fundamentos podem variar bastante de uma casa para outra.
Erês, Ibejis e São Cosme e São Damião são a mesma coisa?
Apesar de frequentemente aparecerem juntos nas comemorações de setembro, não são exatamente a mesma coisa.
Erês
Na Umbanda, Erês ou Crianças são entidades espirituais que trabalham por meio da energia infantil, levando alegria, acolhimento, aconselhamento e renovação.
No Candomblé, porém, o termo Erê pode possuir outro significado e estar relacionado a um estado ou manifestação particular dentro da experiência religiosa de um iniciado. Por isso, não devemos aplicar automaticamente a definição da Umbanda a todas as tradições do Candomblé.
Ibejis
Na tradição iorubá e em diferentes casas de Candomblé, Ibeji está relacionado à divindade dos gêmeos e ao princípio da infância. Os Ibejis representam dualidade, nascimento, continuidade, prosperidade, alegria e renovação da vida.
A palavra e o modo de culto também podem variar conforme a nação, a linhagem e os fundamentos de cada terreiro.
São Cosme e São Damião
Na tradição católica, Cosme e Damião foram irmãos gêmeos, médicos e cristãos. Segundo a tradição, cuidavam das pessoas sem cobrar pelo atendimento, tornando-se símbolos de caridade, dedicação e cuidado com os enfermos.
Atualmente, a Igreja Católica celebra liturgicamente os santos em 26 de setembro. No Brasil, entretanto, o dia 27 de setembro continua sendo a data mais conhecida popularmente para a distribuição de doces e para muitas homenagens realizadas em terreiros e comunidades.
Essa aproximação entre santos católicos, Ibejis e a Linha das Crianças surgiu no processo histórico de sincretismo religioso brasileiro. É importante respeitar cada tradição, compreendendo que a associação não transforma essas figuras em uma única manifestação religiosa.
Por que são distribuídos doces no dia 27 de setembro?
A distribuição de doces é uma das tradições mais conhecidas dessa celebração. Balas, pirulitos, paçocas, chocolates, cocadas, bolos e saquinhos coloridos são oferecidos e compartilhados, principalmente com crianças.
Os doces simbolizam a alegria, a ternura, a generosidade e a simplicidade. Compartilhá-los também representa a circulação do afeto e da prosperidade.
Em muitas famílias, entregar doces no dia 27 de setembro é uma tradição transmitida entre gerações. Algumas pessoas fazem isso para agradecer uma graça alcançada, cumprir uma promessa ou simplesmente homenagear São Cosme e São Damião e a espiritualidade das Crianças.
Nos terreiros, a distribuição pode fazer parte de uma gira ou festa dedicada aos Erês, sempre de acordo com os fundamentos e orientações de cada casa.
O gesto mais importante não está na quantidade ou no valor dos doces, mas na intenção sincera de compartilhar alegria.
Quais são as oferendas para os Erês?
As oferendas variam conforme a tradição, o terreiro, a entidade e a orientação do dirigente espiritual. Não existe uma única receita que sirva para todas as casas.
Entre os elementos tradicionalmente associados aos Erês, podemos encontrar:
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Balas;
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Pirulitos;
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Paçocas;
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Cocadas;
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Chocolates;
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Pé de moleque;
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Maria-mole;
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Marshmallows;
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Bolos coloridos;
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Pipoca doce;
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Frutas;
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Mel;
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Guaraná;
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Refrigerantes;
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Sucos;
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Flores alegres e coloridas;
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Brinquedos;
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Bolas, bonecas, carrinhos e cataventos.
Em algumas tradições, também é preparado o caruru, prato muito presente nas celebrações de Cosme e Damião e dos Ibejis, especialmente na Bahia e em outras regiões do país.
A composição de uma oferenda não deve ser feita apenas com base em listas encontradas na internet. Se a pessoa frequenta um terreiro, o mais adequado é pedir orientação ao pai de santo, à mãe de santo ou ao dirigente responsável.
Cada casa possui seus fundamentos, e um elemento utilizado em determinada tradição pode não ser empregado da mesma maneira em outra.
Como preparar uma mesa para os Erês?
Uma mesa dedicada aos Erês costuma ser alegre, bonita e colorida. Ela pode reunir doces, frutas, flores, brinquedos e bebidas, sempre com organização e respeito.
Uma composição simples pode incluir:
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Uma toalha limpa, branca ou colorida;
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Imagens religiosas utilizadas conforme a tradição da pessoa;
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Flores frescas;
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Pratos ou recipientes com doces;
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Frutas bem lavadas;
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Bolo;
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Guaraná, suco ou refrigerante;
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Brinquedos;
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Velas;
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Copos e louças limpas;
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Elementos coloridos e infantis.
Tudo deve ser preparado com higiene, cuidado e boa intenção. Caso os alimentos sejam posteriormente distribuídos, é importante protegê-los adequadamente e verificar a validade e a conservação.
Não é necessário montar uma mesa grande ou cara. Uma homenagem simples, feita com amor e responsabilidade, pode ter um significado muito maior do que uma decoração exagerada.
Quais velas são usadas para os Erês?
As cores das velas podem mudar conforme a tradição e a orientação de cada casa. Algumas das mais utilizadas são:
Vela rosa
A vela rosa costuma ser relacionada ao carinho, à ternura, à afetividade, à harmonia e à energia infantil.
Vela azul-clara
A vela azul-clara pode representar serenidade, paz, tranquilidade, proteção e equilíbrio emocional.
Vela branca
A vela branca é considerada uma opção mais neutra em muitas tradições. Ela está ligada à paz, à harmonia, à proteção e à elevação espiritual.
Velas coloridas
Algumas casas utilizam velas coloridas ou combinações de rosa, azul e branco para representar a alegria e a diversidade da Linha das Crianças.
As cores não devem ser tratadas como uma regra universal. Antes de realizar qualquer firmeza ou trabalho espiritual, procure orientação na casa religiosa que você frequenta.
Como acender uma vela em homenagem aos Erês?
Para fazer uma homenagem simples, escolha um local limpo, seguro e tranquilo. Coloque a vela em um suporte resistente ao calor, longe de cortinas, papéis, doces embalados, brinquedos, crianças e animais.
Antes de acendê-la, faça uma oração sincera, agradecendo pela vida, pela proteção e pelas oportunidades de recomeçar. Você também pode pedir alegria, saúde, equilíbrio emocional e proteção para as crianças de sua família e para todas as crianças que necessitam de cuidado.
Nunca deixe a vela acesa sem supervisão. O cuidado com o fogo também faz parte do respeito espiritual.
Se você recebeu uma orientação específica de um terreiro, siga sempre o fundamento ensinado pelo dirigente da casa.
O que pedir aos Erês?
Os pedidos devem ser feitos com sinceridade, humildade e boas intenções. Muitas pessoas recorrem à Linha das Crianças para pedir:
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Proteção para crianças e famílias;
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Saúde;
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Alegria dentro de casa;
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Harmonia familiar;
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Esperança em momentos difíceis;
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Cura de mágoas;
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Equilíbrio emocional;
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Renovação das energias;
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Abertura para novos caminhos;
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Coragem para recomeçar;
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Mais leveza e sinceridade na vida.
Também é um bom momento para agradecer. A espiritualidade não deve ser procurada apenas nos momentos de necessidade. A gratidão é uma parte importante de qualquer prática de fé.
Oração simples aos Erês
“Salve a força e a alegria dos Erês!
Que a pureza, a esperança e a sinceridade das Crianças espirituais iluminem nossos pensamentos e nossos caminhos.
Que nunca nos falte coragem para recomeçar, humildade para aprender e generosidade para compartilhar.
Protejam nossas crianças, nossas famílias e nossos lares. Levem embora a tristeza, o desânimo e as mágoas, trazendo paz, saúde, união e alegria.
Que possamos conservar a bondade no coração e enxergar a vida com mais esperança.
Salve os Erês! Salve a força das Crianças!”
A oração pode ser adaptada de acordo com a fé e a tradição de cada pessoa. Mais importante do que repetir palavras prontas é falar com respeito e sinceridade.
Onde colocar uma oferenda?
O local adequado depende do fundamento religioso seguido. Algumas homenagens são realizadas dentro do terreiro, no congá ou em um espaço definido pelo dirigente. Outras podem ser feitas em casa, quando isso estiver de acordo com a prática religiosa da pessoa.
Evite deixar oferendas em parques, praças, jardins, matas, praias ou vias públicas sem orientação. Além de poder contrariar os fundamentos de determinada tradição, materiais abandonados podem causar sujeira e prejudicar animais e o meio ambiente.
Quando houver orientação para uma entrega na natureza, dê preferência a elementos biodegradáveis e recolha embalagens, plásticos, vidros, brinquedos e recipientes após o período indicado.
Respeitar a natureza também é uma forma de respeito ao sagrado.
Como celebrar o dia 27 de setembro?
A celebração pode acontecer de diferentes formas:
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Participando de uma gira dedicada aos Erês;
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Ajudando na preparação de uma festa no terreiro;
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Distribuindo doces com carinho e segurança;
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Fazendo uma doação para crianças em situação de vulnerabilidade;
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Separando brinquedos em bom estado para doação;
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Preparando uma mesa simples em casa;
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Acendendo uma vela com segurança;
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Fazendo uma oração;
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Compartilhando alimentos;
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Agradecendo pela proteção recebida;
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Promovendo um momento de alegria em família.
Transformar a devoção em solidariedade é uma das maneiras mais bonitas de celebrar essa data.
Cuidados importantes com doces e oferendas
Ao preparar saquinhos ou mesas de doces, observe alguns cuidados:
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Confira a data de validade dos produtos;
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Utilize alimentos bem embalados;
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Evite oferecer itens sem identificação dos ingredientes;
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Tenha atenção a produtos com amendoim, leite, glúten ou outros alergênicos;
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Não distribua bebidas alcoólicas;
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Mantenha velas afastadas dos alimentos e das crianças;
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Não deixe objetos pequenos ao alcance de crianças muito novas;
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Recolha todas as embalagens após a celebração;
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Não abandone recipientes, garrafas ou brinquedos na natureza.
Fé, carinho e responsabilidade devem caminhar juntos.
O verdadeiro ensinamento dos Erês
A Linha das Crianças nos mostra que simplicidade não significa superficialidade. Os Erês ensinam que a alegria também pode curar, que a sinceridade pode abrir caminhos e que sempre existe a possibilidade de começar novamente.
Celebrar os Erês é valorizar a esperança, o acolhimento, a generosidade e a capacidade de enxergar a vida com um coração mais leve.
No dia 27 de setembro, entre doces, flores, velas e orações, o maior presente que podemos oferecer é uma atitude de amor e respeito — pelas crianças, pela espiritualidade, pela tradição de cada casa e por todas as pessoas que mantêm essa manifestação de fé viva.
Salve os Erês!
Salve a Ibejada!
Salve São Cosme e São Damião!
